Acordo de paz na Ucrânia avança após Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky aceitarem trégua
Pausa nos confrontos durará 32 horas durante a Páscoa Ortodoxa, enquanto mediadores relatam progresso nas negociações territoriais entre os países.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, estabeleceu uma pausa de 32 horas nos combates para a Páscoa Ortodoxa, medida que recebeu sinalização positiva de Volodymyr Zelensky. O recuo ocorre enquanto representantes de Kiev relatam avanços nas tratativas para um acordo de paz na Ucrânia. A interrupção começará às 16h do dia 11 de abril, estendendo-se até a meia-noite do dia 12.
O representante ucraniano nas negociações, Kyrylo Budanov, demonstrou perspectiva positiva sobre as conversas. O ex-diretor de inteligência avalia que a liderança russa também busca uma resolução. “Todos eles entendem que a guerra precisa acabar. É por isso que estão negociando”, declarou Budanov à agência Bloomberg, acrescentando sobre o prazo: “Não acho que demorará muito.”
Avanço no acordo de paz na Ucrânia e os custos para a Rússia
As negociações mediadas pelos Estados Unidos apresentam desafios na definição dos territórios. Budanov explicou que Moscou possui motivações financeiras para o consenso. “Ao contrário de nós, eles estão investindo seu próprio dinheiro”, afirmou, detalhando que “São somas enormes – já na casa dos trilhões.” Sobre os territórios, pontuou: “Nenhuma decisão final foi tomada ainda”, mas ressaltou que “Mas, em princípio, todos agora entendem claramente os limites do que é aceitável. Isso é um progresso enorme.”
Sobre a pausa para o feriado, o governo russo emitiu comunicado sobre a expectativa de cumprimento mútuo. “Partimos do princípio de que o lado ucraniano seguirá o exemplo da Federação Russa”, informou o Kremlin. O presidente ucraniano confirmou a adesão ao recesso. “A Ucrânia afirmou repetidamente que está pronta para medidas recíprocas. Propusemos um cessar-fogo durante o feriado da Páscoa deste ano e agiremos de acordo”, declarou Zelensky.
Vladimir Putin e as negociações com os Estados Unidos
A movimentação diplomática envolve a administração norte-americana. O enviado especial da Rússia, Kirill Dmitriev, está nos Estados Unidos para reuniões com a equipe do presidente Donald Trump. O objetivo é debater termos que viabilizem uma estabilidade duradoura, incluindo propostas de cooperação econômica entre Washington e Moscou, segundo autoridades que acompanham as conversas internacionais.



