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Meta apaga anúncios de advogados que buscam clientes para processar a empresa

A dona do Facebook e Instagram confirmou a exclusão das campanhas com base em seus termos de uso para evitar novos impactos jurídicos

A Meta apaga anúncios de escritórios de advocacia que tentam recrutar clientes para mover ações judiciais contra a própria companhia. O portal Axios revelou que mais de uma dezena de campanhas de firmas norte-americanas, como a Morgan & Morgan, foram removidas em um único dia. As publicações excluídas circulavam no Facebook, Instagram e Threads, com o objetivo de atrair famílias que alegam prejuízos devido ao formato de funcionamento das redes sociais.

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A ofensiva jurídica ocorre após uma decisão na Califórnia, que responsabilizou a empresa e o Google por desenvolverem produtos com design viciante para o público infantojuvenil. Os escritórios utilizam esse veredito como base para novas queixas, argumentando que as corporações sabiam que o uso contínuo poderia causar tensão emocional e quadro emocional delicado entre os menores, mas mantiveram a estrutura de engajamento inalterada.

Mark Zuckerberg confirma que Meta exclui anúncios de processos

A corporação liderada por Mark Zuckerberg confirmou a remoção das propagandas e justificou a medida com base em suas diretrizes internas. Um porta-voz declarou que a organização se defende das acusações e enfatizou: “Não permitiremos que advogados lucrem com as nossas plataformas enquanto afirmam que elas são prejudiciais.” A exclusão é amparada pelos termos de serviço, que autorizam a derrubada para prevenir o “uso indevido dos serviços” ou “impactos jurídicos à empresa”.

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Além do revés californiano, a instituição enfrenta outras frentes legais nos Estados Unidos. A Justiça do Novo México também emitiu uma condenação contra a marca em uma ação da Procuradoria-Geral do estado. A plataforma foi responsabilizada por falhas na segurança e por transmitir informações imprecisas aos usuários sobre a proteção oferecida. A segunda fase deste julgamento, que definirá as mudanças estruturais nos aplicativos, começará em maio.

Pressão global sobre o design viciante do Instagram e Facebook

O cenário jurídico enfrentado pela corporação reflete um movimento global de regulamentação digital, comparado por especialistas às restrições impostas à indústria do tabaco nos anos 1980. Diferentes nações avançam com legislações rígidas para limitar o acesso de menores a recursos que estimulam o uso prolongado. A Austrália e a Indonésia já estabeleceram diretrizes para banir o acesso de jovens, enquanto a Grécia anunciou medidas semelhantes a partir de janeiro.

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