Esportes

Votação do PL da misoginia sofre adiamento após polêmica com Neymar

Deputado avalia que comentário do atleta gerou receio popular e impactou o andamento do projeto de lei

O andamento do PL da misoginia na Câmara dos Deputados sofreu um adiamento determinado por Hugo Motta. Segundo o deputado federal Nikolas Ferreira, a postergação do projeto tem relação com um episódio envolvendo Neymar. O parlamentar argumenta que a repercussão de uma fala do atleta alterou a percepção pública sobre a proposta, influenciando o ritmo de tramitação.

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A situação ocorreu em abril, após uma vitória do Santos. Na ocasião, o atacante afirmou que o árbitro Sávio Pereira Sampaio estaria “de chico”. A declaração foi classificada por diversos setores como machista. Para o deputado, caso a legislação estivesse em vigor, o esportista poderia enfrentar consequências penais severas, o que despertou um alerta na sociedade.

Declaração de Neymar e o PL da misoginia

Ao analisar o cenário, o parlamentar detalhou como o episódio afetou a opinião pública. *”O Neymar ainda ajudou, não é? Falou lá: está de chico. O pessoal pensou: se tivesse aprovado, ele poderia ser preso. Então, a população ficou, obviamente, contra”*, declarou ao Metrópoles. Ele argumentou que a proteção feminina exige o aumento de penas para crimes hediondos, garantindo que autores de violência sexual permaneçam detidos.

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A proposta legislativa, de autoria da senadora Ana Paula Lobato, já recebeu aprovação no Senado Federal. O objetivo do documento é alterar a lei para incluir atos motivados por aversão às mulheres como discriminação. O texto estabelece punições de dois a cinco anos de reclusão, além de multas, para indivíduos que cometerem injúrias ou incitarem o ódio com base em gênero.

Previsão de votação na Câmara dos Deputados

Com a decisão da presidência da casa, a expectativa é que a análise do documento ocorra apenas após as eleições presidenciais. O tema mantém divergências entre frentes parlamentares, com figuras como Gleisi Hoffmann defendendo a aprovação, enquanto a oposição critica a redação. O projeto aguarda inclusão na pauta do plenário para que os deputados decidam seu futuro.

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