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Tecnologia de DNA soluciona assassinato de 1974 e confirma autoria de Ted Bundy em Utah

Identificação de Laura Ann Aime encerra caso aberto desde a década de 70 e valida confissão feita pelo criminoso antes de sua execução na Flórida.

Autoridades do estado de Utah, nos Estados Unidos, anunciaram o encerramento oficial de uma investigação que permanecia sem solução há mais de cinco décadas. Por meio de novas tecnologias de análise genética, foi possível confirmar que Laura Ann Aime, de 17 anos, foi uma das vítimas do serial killer Ted Bundy. A jovem desapareceu em 1974, após deixar uma festa de Halloween, e seu corpo foi localizado cerca de um mês depois por trilheiros na região do cânion American Fork. Embora o criminoso tivesse confessado o ato antes de sua execução em 1989, a falta de provas técnicas mantinha o processo aberto nos arquivos policiais.

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O Gabinete do Xerife do Condado de Utah informou que os exames recentes “confirmaram de forma irrefutável que as evidências de DNA recuperadas do corpo de Laura verificaram a presença de DNA pertencente a Bundy”. Durante o período em que o crime ocorreu, o agressor residia em Salt Lake City e frequentava o curso de direito na universidade local. A confirmação laboratorial permitiu que a polícia estabelecesse o vínculo definitivo entre o material biológico preservado e o perfil do assassino, encerrando um ciclo de incertezas que perdurava por 51 anos para os investigadores e familiares da vítima.

Avanços tecnológicos na identificação de crimes antigos

O xerife Mike Smith explicou, em entrevista coletiva, que a decisão de manter o inquérito ativo por tanto tempo visava garantir a justiça plena. Segundo o oficial, “o Departamento do Xerife decidiu manter o caso aberto até que os investigadores pudessem provar, sem sombra de dúvida”, a responsabilidade direta do autor. Smith ressaltou que, caso o responsável ainda estivesse vivo, o sistema judiciário buscaria a aplicação da pena capital. Laura Ann Aime é descrita em registros oficiais como uma jovem de espírito livre, dedicada aos irmãos e entusiasta de atividades rurais, como o hipismo e a caça.

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O histórico de Ted Bundy revela uma trajetória de violência que se estendeu entre 1974 e 1978, período em que ele tirou a vida de pelo menos 30 mulheres em diferentes estados norte-americanos. O método utilizado pelo criminoso envolvia a abordagem de vítimas em espaços públicos, muitas vezes utilizando-se de artifícios como simular ferimentos ou demonstrar cortesia para conquistar confiança. Após atrair as mulheres para locais isolados, ele cometia os atos violentos. Bundy chegou a ser detido em 1975 e protagonizou fugas de unidades prisionais antes de sua captura final no final da década de 70.

Trajetória do criminoso e encerramento do inquérito em Utah

A resolução deste caso reforça a eficácia das novas metodologias forenses na elucidação de crimes históricos que não possuíam suporte tecnológico na época em que foram cometidos. Com a validação científica da autoria, o xerife Smith declarou formalmente: “Este caso está agora oficialmente encerrado”. A conclusão do processo retira o nome de Laura Ann Aime da lista de casos não resolvidos do condado, consolidando a confissão feita por Bundy décadas atrás, quando ele admitiu o crime sem, no entanto, detalhar as circunstâncias exatas da abordagem e do falecimento da adolescente.

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