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O fim da OneTaste: líder de grupo de prazer feminino recebe sentença de nove anos de prisão

A empresária Nicole Daedone foi sentenciada por esquema de coerção e exploração financeira e emocional contra integrantes de sua organização.

A empresária Nicole Daedone, fundadora da organização OneTaste, foi condenada a nove anos de prisão por um tribunal federal em Nova York, nos Estados Unidos. A sentença encerra um processo judicial de ampla repercussão que investigou as práticas da instituição voltada à chamada meditação orgásmica. A OneTaste ganhou notoriedade internacional ao promover sessões coletivas focadas no prazer feminino, apresentando-as como ferramentas de autoconhecimento, espiritualidade e desenvolvimento pessoal. No entanto, as investigações conduzidas pelas autoridades norte-americanas revelaram que, por trás do discurso de bem-estar, operava uma estrutura de controle sobre os participantes.

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O Ministério Público dos Estados Unidos apresentou evidências de que a liderança da organização utilizava táticas de pressão psicológica e emocional para manter o domínio sobre os integrantes. Segundo os promotores federais, o grupo submetia seus membros a jornadas de trabalho exaustivas sem a devida compensação financeira, além de criar um ambiente propício para a violência íntima. O procurador federal Joseph Nocella detalhou o funcionamento da rede em comunicado oficial, afirmando que “o caso expôs um esquema que durou anos, no qual as rés usaram coerção psicológica, emocional e financeira para controlar suas vítimas”.

Investigações sobre coerção e controle financeiro

Além da pena de reclusão, a decisão judicial estabeleceu que Nicole Daedone deverá realizar a devolução de aproximadamente 12 milhões de dólares. O montante será destinado ao pagamento de indenizações para as vítimas identificadas ao longo do processo. Durante as audiências, diversos relatos de ex-membros descreveram como a estrutura da OneTaste funcionava para isolar e explorar os indivíduos. Uma das vítimas, em depoimento reproduzido pelo jornal New York Daily News, relatou a vulnerabilidade diante das táticas da empresária ao declarar que “na realidade, eu caí na armadilha de Nicole. Eu era o alvo perfeito”.

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A juíza federal Diane Gujarati, responsável pela sentença, rejeitou os argumentos da defesa que tentavam classificar as atividades da OneTaste como práticas de iluminação espiritual ou terapêutica. Ao proferir a decisão, a magistrada enfatizou a natureza criminal das ações coordenadas por Daedone. Conforme registrado pelo jornal The New York Times, a juíza afirmou que “o que ela estava fazendo não era sobre iluminação ou operar em outra dimensão. Era crime”. A sentença busca reparar os danos causados a dezenas de pessoas que buscaram a organização em momentos de busca por desenvolvimento pessoal.

Desdobramentos jurídicos e manifestações de apoio

Apesar da gravidade das acusações e da condenação estabelecida, Nicole Daedone recebeu manifestações favoráveis de figuras públicas durante o processo. O comentarista político Van Jones enviou uma carta à Justiça descrevendo a empresária como “uma mulher de sabedoria incomum, graça e coragem moral”. Tais declarações, contudo, não alteraram o entendimento do tribunal sobre a existência de um esquema estruturado de exploração. A defesa da fundadora da OneTaste já manifestou a intenção de recorrer da sentença, buscando avaliar medidas jurídicas que possam reverter ou reduzir a penalidade imposta pela corte de Nova York.

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