Saúde & Bem-estar

SUS oferece consultas virtuais gratuitas para pacientes com dependência em apostas eletrônicas

Serviço realizado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês oferece até 13 sessões de terapia especializada para jogadores e seus familiares.

O Ministério da Saúde oficializou a implementação de um novo serviço de teleatendimento voltado exclusivamente para cidadãos que enfrentam dificuldades relacionadas ao vício em jogos de azar eletrônicos, as chamadas bets. O anúncio, realizado pelo ministro Alexandre Padilha, estabelece uma frente de assistência remota dentro da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foca em indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos que apresentam sinais de compulsão, estendendo o suporte também aos familiares e pessoas próximas que compõem a rede de apoio do paciente. O objetivo central é oferecer um canal de fácil acesso para mitigar os impactos sociais e psicológicos causados pelo uso descontrolado dessas plataformas de apostas no Brasil.

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A operação do programa ocorre por meio de uma cooperação técnica com o Hospital Sírio-Libanês, viabilizada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Esta parceria garante que o atendimento seja totalmente gratuito e conduzido por profissionais especializados em saúde mental. Inicialmente, a estrutura está organizada para realizar cerca de 600 atendimentos mensais via internet. Contudo, o Ministério da Saúde já sinalizou que existe a possibilidade de expansão dessa capacidade produtiva conforme o volume de procura aumentar, projetando um teto que pode alcançar até 100 mil acolhimentos por mês em todo o território nacional.

Estrutura das consultas e metodologia de tratamento especializado

As sessões de cuidado são conduzidas integralmente por videochamadas, com duração média de 45 minutos cada. O modelo terapêutico adotado não se limita a intervenções isoladas, mas segue ciclos estruturados de acompanhamento que podem chegar a 13 consultas por paciente. Esse cronograma permite uma abordagem profunda da condição, podendo ser realizado de forma individual ou em grupos que incluam a rede de apoio do assistido. A metodologia busca estabilizar o quadro do indivíduo e fornecer ferramentas para a gestão do comportamento compulsivo, utilizando a tecnologia para romper barreiras geográficas que muitas vezes impedem o acesso ao tratamento presencial em unidades de saúde especializadas.

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A implementação deste serviço surge em um momento de expansão do mercado de apostas digitais, que tem gerado preocupações sobre a saúde pública e a estabilidade financeira das famílias brasileiras. Ao integrar o teleatendimento ao SUS, o governo federal busca oferecer uma resposta rápida e escalável para um problema que afeta diversas camadas sociais. O fluxo de atendimento é desenhado para identificar o grau de dependência e aplicar protocolos clínicos validados, garantindo que o paciente receba orientações técnicas para lidar com o impulso do jogo e as consequências emocionais derivadas dessa prática, como a tensão emocional frequente em casos de perdas financeiras severas.

Expansão do suporte em saúde mental na rede pública

Além do suporte direto ao jogador, o programa enfatiza a importância do acolhimento aos parentes, que frequentemente sofrem com o desgaste provocado pela convivência com a compulsão. A inclusão da família no processo terapêutico é vista como um pilar fundamental para a eficácia do tratamento a longo prazo. Com a consolidação deste canal digital, o SUS amplia seu portfólio de serviços em saúde mental, adaptando-se às novas demandas da era digital e assegurando que a assistência especializada esteja disponível de forma democrática. O monitoramento contínuo dos resultados permitirá ao Ministério da Saúde ajustar as estratégias de intervenção e definir a necessidade de novos investimentos nesta modalidade de cuidado remoto.

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