Mulher é condenada à prisão perpétua no Texas por tirar a vida da filha em hotel
Channel Yonko foi considerada culpada por júri no Texas; crime ocorreu em 2024 e defesa alegou insanidade, mas tese foi rejeitada pela promotoria
Uma mulher de 31 anos foi sentenciada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional no estado do Texas, Estados Unidos, após ser considerada culpada por tirar a vida da própria filha de apenas 17 meses. A decisão judicial contra Channel Yonko foi divulgada na última semana pelo tribunal do Condado de Galveston, encerrando o julgamento referente ao episódio ocorrido em outubro de 2024. O júri popular deliberou por menos de uma hora antes de emitir o veredicto de homicídio qualificado, rejeitando os argumentos da defesa sobre a saúde mental da ré e acatando as provas apresentadas pela acusação.
Segundo as informações detalhadas pelo Ministério Público local, o crime aconteceu no Hotel Beachfront Palms. As investigações apontaram que a acusada feriu a criança, identificada como Hannah, dentro de um quarto antes de arremessá-la da sacada do quarto andar do edifício. Equipes de socorro foram acionadas e encontraram a menina na calçada com sinais vitais, mas ela não resistiu aos ferimentos e faleceu. Durante o processo, um psiquiatra testemunhou que Yonko admitiu ter desferido três golpes nas costas da vítima, sendo que uma das perfurações resultou na fratura de uma costela da criança.
Argumentos da defesa e registros em vídeo
A defesa tentou sustentar a tese de insanidade legal, argumentando que a mulher não estava em pleno estado mental no momento do ato. Conforme relatos apresentados no tribunal e divulgados pela imprensa local, a ré afirmou a uma psicóloga acreditar que a filha estaria “possuída por demônios” e que era necessário “enviá-la para o céu e libertá-la de seu tormento”. No entanto, os jurados tiveram acesso a gravações de câmeras de segurança e imagens do quarto, descrito como ensanguentado. Os vídeos exibidos registraram o momento em que a criança, enrolada em cobertores, foi lançada da estrutura, além de capturarem a queda da vítima por outro ângulo.
A promotoria utilizou as ações da ré logo após o ocorrido para demonstrar que ela tinha consciência de seus atos. Yonko foi vista deixando o local rapidamente e, segundo a acusação, tentou ocultar evidências e solicitou um transporte por aplicativo em menos de quatro minutos após a menina ter falecido. Um policial a localizou a cerca de 800 metros do estabelecimento, chorando. Ao ser levada para interrogatório na delegacia, ela alegou temer que a filha estivesse “doente”. Mensagens de texto e depoimentos de testemunhas foram fundamentais para a decisão do júri de descartar a alegação de insanidade.
Histórico anterior e reação da comunidade
As apurações revelaram que, antes de se hospedar no hotel onde o crime ocorreu, Yonko estava em um condomínio com sua irmã, o noivo desta e a criança. A mudança para o novo local aconteceu após um desentendimento com o homem. A comunidade de Galveston reagiu ao episódio e, dias após o falecimento da menina, moradores organizaram uma vigília em homenagem à vítima. A pena imposta pela justiça texana é a máxima para a qualificação do crime, garantindo que a condenada permaneça reclusa pelo restante da vida, sem oportunidades de revisão de pena.



