Janja integra comitiva brasileira em evento da ONU nos EUA após decreto
Primeira-dama viaja a convite da ministra das Mulheres e fará discurso de encerramento na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a designação da primeira-dama, Janja da Silva, para compor a delegação oficial do Brasil na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher. O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), será realizado na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. A determinação presidencial foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da União, em documento assinado tanto pelo chefe do Executivo quanto pelo chanceler Mauro Vieira. A agenda internacional da primeira-dama está programada para ocorrer entre os dias 7 e 14 de março, período em que ela representará o país nas discussões globais sobre temas de gênero.
A inclusão de Janja na comitiva atende a um convite direto feito pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que chefia a delegação brasileira nesta missão diplomática. Além da primeira-dama e da ministra, o grupo de representantes nacionais conta com a presença de lideranças de importantes instituições estatais, incluindo Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, e Magda Chambriard, presidente da Petrobras. Durante a conferência internacional, o governo brasileiro ficará responsável por liderar uma mesa de debates focada especificamente no combate aos crimes contra a mulher, buscando apresentar as iniciativas nacionais e dialogar sobre políticas públicas globais para a proteção feminina.
Programação e custeio da viagem
Todas as despesas relacionadas ao deslocamento e estadia de Janja e das demais servidoras integrantes da comitiva serão custeadas pelos cofres do governo federal. Conforme o cronograma estabelecido, a primeira-dama deverá realizar o discurso de encerramento da participação brasileira. Embora a conferência da ONU se estenda até o dia 19 de março, o retorno de Janja ao Brasil está agendado para o dia 13. A assessoria informou que, apesar de haver uma previsão inicial para que ela participasse de um debate sobre acesso à Justiça no dia 17 de março, a primeira-dama retornará a Brasília antes dessa data, ajustando sua agenda aos compromissos nacionais.
A missão em Nova York ocorre em consonância com movimentos recentes da gestão federal. No mês anterior, o governo anunciou a criação de um plano que resultou na instituição de um comitê voltado ao enfrentamento de crimes contra a mulher, embora ações práticas ainda estejam em desenvolvimento. O presidente Lula tem enfatizado a questão da violência de gênero em seus pronunciamentos, buscando uma aproximação com o eleitorado feminino. Essas ações incluem gestos realizados há mais de dois meses, como o lançamento de uma campanha específica em 2 de dezembro do ano passado, seguida, duas semanas depois, por um debate promovido em parceria com o Poder Judiciário.
Estatísticas de crimes contra a mulher
O contexto da viagem é marcado por um cenário de alerta nas estatísticas de segurança pública no Brasil. Dados referentes ao ano de 2025 apontam que o país registrou mais de 6 mil vítimas em casos consumados e tentados de crimes contra a mulher, o que representa um crescimento de 34% na comparação com o ano de 2024. O levantamento detalha que foram contabilizadas 4.755 tentativas e 2.149 casos em que vítimas tiveram suas vidas tiradas. A média observada revela um quadro preocupante de quase seis mulheres falecidas por dia em território nacional, reforçando a urgência das discussões que serão pautadas durante o encontro nas Nações Unidas.



