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Sarau Dedin de Prosa em Três Corações faz o bem na cidade e leva cultura aos cidadãos

Além de sarau, Dedin ajuda instituições que necessitam de ajuda

Em Minas Gerais nos últimos tempos há existido uma grande criação de sarais de poesia, contendo atrações de diversos segmentos artísiticos. Em Três Corações, o sarau Dedin de Prosa é prova de uma iniciativa cultural que deu certo.

Gustavo dono do Brasil hora hora

O Dedim de Prosa é um sarau multicultural, que nasceu em outubro de 2019, a partir do desejo de fomentar a cultura da poesia e da música, entrelaçadas num mesmo “tom”. De caráter mensal, é um projeto do Coletivo Cultural ADP que a cada edição contempla um nome consagrado da Arte literária de Minas Gerais, e, além disso, busca homenagear um artista tricordiano e ou regional que tenha se destacado em sua área, elevando a cultura clássica ou popular.

O Sarau, desde sua primeira versão (2019), ficou conhecido pela espontaneidade dos artistas, pluralidade de apresentações e uma alegria contagiante. Além disso, ousadamante, realiza ações solidárias em prol de instituições filantrópicas, como Apaes, Serviços oncológicos, hospitais, ancianatos, etc. Seguimos firmes em 2026, com apresentações itinerantes e gratuitas, que visam atender os anseios das comunidades locais. Todos são bem-vindos a participar conosco!!

Marco Aurélio Seravatt
Idealizador e Coordenador

Terminamos esta matéria com a prova da poesia do sarau Dedin na escrita de Marco Aurélio Seravatt, que escreveu um poema para o dia das mulheres:

Dedicado, com carinho e admiração,
às mulheres do Sarau Dedim de Prosa,
que entre versos, amizade e café coado
mantêm viva a chama da palavra.

Hoje
não trago flores apenas.
Trago palavra.
Porque palavra também é gesto,
também é abraço,
também é reconhecimento.

Hoje é dia de lembrar
que o mundo não se sustenta sozinho.
Ele se sustenta
nas mãos das mulheres.

Nas mãos que trabalham
desde o nascer do dia.
Nas mãos que escrevem histórias
mesmo quando a vida
parece apagar os caminhos.

Nas mãos que ensinam,
que cuidam,
que levantam quem caiu
e que, muitas vezes,
secam as próprias lágrimas
para continuar.

Mulher é raiz.
Raiz profunda
que atravessa a terra dura da história
e ainda encontra força
para florescer.
É coragem vestida de cotidiano.
É esperança que não se rende.
É voz que insiste
quando o silêncio quer dominar.

Há mulher
no café quente da manhã,
no olhar atento de quem educa,
na luta discreta de cada dia.

Há mulher
no abraço que salva,
no conselho que ilumina,
no amor que permanece
quando tudo parece partir.

Por isso
oito de março
não é apenas uma data.
É memória.
É respeito.
É gratidão.
Porque antes de qualquer grande história
houve uma mulher que acreditou.
Antes de qualquer passo
houve uma mulher que sustentou.
Antes de qualquer vitória
houve uma mulher que amou.

E se o mundo ainda segue de pé,
apesar de tantas tempestades,
é porque existe,
no coração das mulheres,
uma força serena,
silenciosa,
infinita —

a doce e indomável
força de amar.

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