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Exército de Israel avança no Líbano e estabelece nova zona de segurança na fronteira

Ação militar ocorre após ataques do Hezbollah e ofensiva no Irã; governo libanês classifica proibição de atividades do grupo como irreversível

O exército de Israel comunicou nesta terça-feira, 3, a implementação de uma área de proteção na região sul do território libanês. A manobra militar terrestre ocorre em resposta às investidas recentes do grupo Hezbollah, inseridas no cenário da atual ofensiva no Irã. Segundo Effie Defrin, porta-voz das forças israelenses, a ação tem como objetivo principal proteger a população local contra ofensivas externas. Ele declarou que “O Comando Norte continuou avançando (…) e está criando uma zona de segurança, como prometemos, entre nossos habitantes e qualquer tipo de ameaça”.

A operação segue diretrizes estritas do ministro da Defesa, Israel Katz, que determinou às tropas a ordem de “avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, a fim de impedir ataques contra as localidades israelenses fronteiriças”. Pouco antes da confirmação oficial por parte de Israel, fontes militares do Líbano relataram à AFP a incursão estrangeira na fronteira. Uma fonte que solicitou anonimato informou que “Tropas terrestres de Israel avançaram a partir das planícies de Kfarkila e Khiam”, situadas na linha divisória entre as nações.

Escalada do conflito regional

O envolvimento do Hezbollah no conflito intensificou-se na segunda-feira, somando-se aos embates iniciados no sábado com bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A organização libanesa iniciou o lançamento de drones e foguetes como retaliação pelo falecimento do líder supremo iraniano, Ali Hosseini Khamenei, ocorrido dois dias antes. Em resposta imediata, as forças de Israel bombardearam bairros ao sul de Beirute e diversas vilas no sul do Líbano, áreas consideradas redutos do grupo xiita.

A continuidade dos ataques israelenses nesta terça-feira gerou uma contraofensiva do Hezbollah contra bases militares. A violência resultou no deslocamento forçado de pelo menos 30 mil civis, conforme dados das Nações Unidas. O histórico recente aponta para um conflito anterior entre setembro e novembro de 2024, relacionado à situação em Gaza. Apesar de uma trégua frágil firmada naquele ano, o exército israelense manteve o controle de cinco posições estratégicas no sul libanês e realizou bombardeios periódicos na região.

Medidas do governo libanês

Diante do agravamento da situação e da abertura deste novo capítulo de hostilidades, o governo do Líbano tomou medidas administrativas severas. Na segunda-feira, foi decidida a proibição das atividades militares do Hezbollah no país. O presidente libanês, Joseph Aoun, reforçou a determinação das autoridades nacionais sobre a questão nesta terça-feira. Ao comentar a decisão governamental de vetar a atuação armada do grupo no território, Aoun classificou a medida como “irreversível”.

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