Política

Flávio Bolsonaro aponta más condições na prisão do pai e pede regime domiciliar

Parlamentar visitou o ex-presidente na Polícia Federal e afirmou que defesa trabalha para garantir cumprimento da pena em casa devido à saúde

O senador Flávio Bolsonaro, atualmente pré-candidato à presidência para o pleito de 2026, realizou novas declarações a respeito da situação carcerária de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após uma visita realizada à Superintendência da Polícia Federal, local onde o antigo mandatário se encontra detido desde o ano anterior, o parlamentar classificou as condições de confinamento como inadequadas. Ele reforçou que a equipe de defesa está empenhada em conseguir a transferência para o ambiente doméstico, citando questões de saúde e a necessidade de acompanhamento constante como justificativas principais para o pleito.

Durante a entrevista concedida após o encontro, o senador descreveu o cenário atual como uma forma de “tortura”, direcionando suas críticas especificamente à infraestrutura das instalações. A principal reclamação apresentada refere-se ao ruído excessivo proveniente de equipamentos próximos à cela, o que, segundo seu relato, gera grande desconforto físico e mental ao detento. Flávio enfatizou que a manutenção desse cenário é inviável e que as medidas jurídicas estão sendo intensificadas para alterar o regime de custódia para um modelo que a família considera condizente com o estado do ex-presidente.

Busca por regime humanitário

O argumento central apresentado pelo senador do PL envolve a solicitação de uma “prisão domiciliar humanitária”. De acordo com o parlamentar, os representantes legais trabalham para assegurar que Jair Bolsonaro seja transferido para um local onde possa receber os cuidados específicos que sua condição exige. Flávio argumentou que seu pai necessita de supervisão 24 horas por dia, uma exigência que, na visão da defesa, não está sendo plenamente atendida na unidade prisional atual. A estratégia visa alinhar o cumprimento da pena com o que a defesa interpreta como a determinação legal para indivíduos nesse quadro de saúde.

Ao detalhar as queixas sobre a instalação, o senador foi enfático ao reproduzir a percepção sobre o nível de ruído no local. Ele afirmou: “Da sala de onde a gente conversa dá para ouvir bem o som do ar-condicionado muito alto”. Além disso, alegou que essa situação persiste por longos períodos, impactando o bem-estar do ex-presidente, declarando: “Estão torturando ele o deixando 12 horas por dia com esse barulho”. Com base nesses relatos, ele reiterou a posição da defesa: “Isso não existe, é uma tortura que tem que mudar. Os advogados estão trabalhando para que ele possa ir para aquele lugar onde a lei determina que pessoas na condição dele tem que ir, que é uma domiciliar humanitária”.

Relatos sobre ruído excessivo

A narrativa sobre o barulho do ar-condicionado soma-se a relatos anteriores de incômodo mencionados pelo próprio ex-presidente. O senador insiste que o maquinário está localizado muito próximo à cela, gerando um volume sonoro que interfere no repouso do detento. Flávio Bolsonaro encerrou suas observações reafirmando que insistirá no pedido de mudança de regime, utilizando a classificação do ambiente atual como justificativa para a transferência urgente. O caso segue mobilizando a equipe jurídica do ex-presidente, que busca reverter a detenção na unidade da Polícia Federal em favor do confinamento domiciliar solicitado.

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