Estado de catástrofe é decretado após temporal no Chile isolar 100 mil pessoas
Chuvas extremas nas regiões de Coquimbo e Atacama deixam milhares sem energia e bloqueiam estradas locais.
O presidente José Antonio Kast decretou estado de catástrofe no norte do país devido a um forte temporal no Chile. A tempestade bloqueou rodovias e deixou quase 100 mil habitantes isolados, além de 2,2 mil afetados. O balanço da emergência registra que cinco pessoas faleceram, quatro seguem desaparecidas e mais de 1,1 mil residências sofreram danos severos.
As precipitações começaram na quarta-feira, atingindo com intensidade as regiões de Coquimbo e Atacama, onde volumes elevados de água são incomuns. O transbordamento de rios interrompeu vias entre povoados. O chefe do Executivo justificou a ação. “— Como a situação na região de Coquimbo e na província de Huasco tem se agravado, [ordenei que] este estado de exceção constitucional [de catástrofe] seja ativado —”, declarou Kast.
Impacto das chuvas no Chile e mobilização em Coquimbo
A medida autoriza a mobilização das Forças Armadas, restringe a circulação e acelera o envio de ajuda humanitária. Em Coquimbo, a 460 quilômetros de Santiago, o cenário inclui inundações, deslizamentos e falhas no fornecimento de água. O vice-ministro do Interior, Máximo Pavez, explicou o fenômeno. “— O que normalmente cai em um mês, caiu [ontem] em uma hora, o que nos leva a classificar este evento como chuva anormal e extrema —”, afirmou.
Dados da Direção Meteorológica, apresentados por Arnaldo Zúñiga, indicam que o território não registrava um sistema tão chuvoso há duas décadas. O impacto na infraestrutura é extenso, com o Ministério da Energia calculando 150 mil cidadãos sem eletricidade. As condições climáticas, com ventos acima de 100 km/h, também forçaram dezenas de portos a restringir operações preventivamente.
Danos estruturais causados pelo temporal no Chile
As empresas de saneamento enfrentam dificuldades para restabelecer serviços nas zonas atingidas. O gerente regional da Aguas del Valle, Andrés Nazer, relatou os obstáculos das equipes técnicas. “— A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar nossa equipe de algumas instalações —”, detalhou o executivo. As autoridades mantêm o monitoramento contínuo das áreas de risco.



