Tensão global: Trump toma decisão drástica sobre o Estreito de Ormuz que afeta o mundo
Presidente norte-americano decreta fim da trégua com o Irã e estabelece novo cerco naval na rota comercial.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou que o governo norte-americano assumirá o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo. Durante o anúncio feito nesta segunda-feira, o líder republicano estabeleceu que será cobrada uma taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas por navios que passarem pelo local. A medida representa uma escalada significativa nas tensões geopolíticas da região, acompanhada da decisão de retomar o cerco naval contra embarcações ligadas ao território iraniano.
A justificativa apresentada pelo chefe de Estado envolve os gastos militares na região. Em suas redes sociais, o político detalhou a nova postura da Casa Branca. “O Estreito de Ormuz está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irã. Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como “o guardião do Estreito de Ormuz”, mas, como tal, e por uma questão de justiça, serão reembolsados em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, publicou o presidente.
Fim do acordo entre Trump e Irã no Estreito de Ormuz
O canal marítimo havia sido bloqueado no final de fevereiro pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Essa ação ocorreu após investidas militares dos Estados Unidos e de Israel resultarem no falecimento do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Posteriormente, em junho, as duas nações assinaram um memorando de entendimento que estabelecia um cessar-fogo de 60 dias para viabilizar negociações de paz. O documento previa a reabertura gradual da rota sem a cobrança de tarifas comerciais.
No entanto, a trégua foi rompida na última semana. O governo norte-americano declarou o fim do acordo preliminar sob a alegação de que forças iranianas teriam atacado navios mercantes na região. Em contrapartida, as autoridades do Irã negam as acusações, afirmando que os Estados Unidos descumpriram os termos firmados anteriormente. Como resposta às recentes declarações de Washington, o país do Oriente Médio prometeu reagir com firmeza a qualquer intervenção no canal e alertou que poderá atingir nações vizinhas que apoiarem a operação.
Bloqueio naval dos EUA contra navios do Irã
Além da taxação, a administração federal determinou o retorno imediato das restrições marítimas no Mar Arábico. A operação tem como alvo principal embarcações que partem ou se destinam aos portos iranianos, bem como aquelas que transportam produtos do país. Sobre essa restrição específica, o líder norte-americano explicou o funcionamento da medida. “Estamos restabelecendo o bloqueio iraniano, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos. Todos os outros países terão uso livre e irrestrito do Estreito”, concluiu.



