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O plano da Otan para o Estreito de Ormuz: veja o que está sendo discutido

Secretário-geral da aliança destaca importância da rota marítima e busca soluções conjuntas em meio ao conflito na região

Mark Rutte, secretário-geral da Otan, comunicou nesta quarta-feira (18) que a aliança mantém diálogos com nações parceiras para estabelecer métodos de reabertura do Estreito de Ormuz. Durante uma conversa com a imprensa na Noruega, Rutte ressaltou a relevância estratégica dessa passagem marítima, que permanece majoritariamente obstruída em decorrência do conflito envolvendo o Irã. O líder da organização enfatizou que o restabelecimento do funcionamento da rota é uma prioridade que está sendo analisada em conjunto com diversos aliados internacionais.

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As discussões visam encontrar uma solução viável para o bloqueio que afeta a navegação global, havendo consenso sobre a urgência do tema. Ao abordar o assunto, o secretário-geral declarou: “Todos concordamos, claro, que o estreito precisa ser reaberto. E o que sei é que os aliados estão trabalhando juntos, discutindo como fazer isso e qual a melhor forma de agir”. Rutte reforçou ainda que “Há um esforço coletivo para encontrar uma saída”, indicando que os canais diplomáticos e estratégicos permanecem ativos para resolver o impasse na região.

Divergências sobre envio de navios

As tensões sobre a segurança na área também envolvem a administração dos Estados Unidos. No início desta semana, o presidente Donald Trump manifestou descontentamento em relação a integrantes da Otan. As críticas surgiram após alguns países rejeitarem a solicitação americana para o envio de navios de guerra, que teriam como objetivo realizar a escolta de petroleiros que atravessam a região. A recusa evidencia as complexidades diplomáticas e as diferentes abordagens entre os aliados quanto ao envolvimento militar direto na zona sensível.

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Por outro lado, as autoridades iranianas negam que a passagem esteja totalmente fechada. Na última segunda-feira (16), o governo de Teerã afirmou que o Estreito de Ormuz opera sob o que classificam como “condições especiais”. A administração local sustenta que o tráfego é possível, desde que sejam cumpridos critérios específicos e haja autorização de suas forças armadas, contestando a narrativa de um bloqueio completo do corredor marítimo.

Regras para travessia na região

O Ministério das Relações Exteriores do Irã esclareceu os critérios para a autorização de navegação por meio de seu porta-voz, Esmaeil Baghaei. Segundo o representante, o acesso é restrito, mas não impossível para partes neutras. Baghaei explicou que “Partes que não participam da agressão militar contra o Irã têm conseguido atravessar o Estreito de Ormuz em coordenação e com permissão de nossas forças armadas”. A declaração sugere um mecanismo de controle seletivo, em vez de uma proibição total do tráfego marítimo no canal estratégico.

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