Relatório expõe detalhes sobre agentes que atiraram em enfermeiro nos EUA
Medida administrativa ocorre enquanto governo Trump investiga circunstâncias do falecimento de Alex Pretti, de 37 anos, durante protestos
Dois agentes federais dos Estados Unidos vinculados ao falecimento do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foram afastados de suas atividades de campo. A determinação foi comunicada pelo Departamento de Segurança Interna e divulgada pelo canal Fox News nesta quarta-feira (28). O episódio ocorreu em Minneapolis, durante manifestações relacionadas ao caso de Renee Good, gerando repercussão nacional e levando à saída de Gregory Bovino do cargo de comandante-geral da Patrulha de Fronteira.
Um relatório preliminar encaminhado ao Congresso norte-americano detalha que os dois policiais dispararam suas armas contra o profissional de saúde. Embora autoridades federais tenham alegado inicialmente que a vítima estaria “empunhando” um armamento, o documento oficial não confirmou essa versão. A administração de Donald Trump ressaltou que o afastamento integra o protocolo padrão para situações dessa natureza e que a medida não deve ser lida, neste momento, como uma confirmação de irregularidades por parte dos oficiais, cujas identidades não foram reveladas publicamente.
Investigação oficial e declarações
O presidente Donald Trump comentou o caso em entrevista na Casa Branca, afirmando que monitorará o inquérito. “Vou acompanhar de perto. Quero uma investigação muito honesta e transparente. Quero ver tudo com meus próprios olhos”, declarou o republicano. Apesar de classificar o ocorrido como uma “situação muito triste”, Trump criticou a presença de armamentos em protestos, dizendo: “Você não pode ter armas. Você não pode entrar armado. Simplesmente não pode. Você não pode fazer isso. Mas foi um incidente muito lamentável”. Em contrapartida, assessores como Stephen Miller chegaram a descrever Pretti como um “potencial assassino” nas redes sociais.
Familiares de Alex Jeffrey Pretti contestam a versão de ameaça, informando que ele possuía licença para porte velado em Minnesota, mas que não teria sacado o objeto antes de ser atingido. Nascido em Illinois, Pretti atuava como enfermeiro de terapia intensiva e, segundo seu pai, “se importava profundamente” com o próximo, estando no local para demonstrar indignação contra políticas imigratórias. Testemunhas presentes na cena corroboram o relato da família, indicando que o homem foi alvejado após se aproximar dos agentes, sem apresentar comportamento agressivo com a pistola que portava legalmente.
Posicionamento das entidades de classe
A Associação Americana de Enfermeiros emitiu um comunicado oficial lamentando o falecimento de seu associado e cobrando respostas das autoridades competentes. A entidade destacou que “A gravidade deste incidente e de outros exige transparência e responsabilização”. O caso segue sob análise das agências federais para determinar a conduta dos envolvidos e a dinâmica exata do confronto armado, enquanto a comunidade local e organizações de saúde aguardam os desdobramentos das investigações prometidas pelo Executivo.



