Política

PP mantém neutralidade na disputa presidencial e dificulta possível chapa entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina

Dirigentes da legenda resistem à composição com o PL e avaliam que posição neutra amplia espaço para articulações regionais e negociações no Senado

A direção nacional do Progressistas (PP) decidiu manter uma postura de neutralidade na corrida presidencial de 2026, movimento que reduz as chances de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A definição ocorreu após consultas às lideranças estaduais da legenda e reforça a estratégia de preservar a autonomia dos diretórios nos diferentes estados.

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Nos últimos dias, o nome de Tereza Cristina ganhou força nos bastidores como possível candidata à Vice-Presidência ao lado de Flávio Bolsonaro. A senadora, no entanto, afirmou a aliados que qualquer decisão dependeria do aval do partido e da federação formada entre PP e União Brasil.

Estratégia partidária

De acordo com informações divulgadas por diferentes veículos, dirigentes do PP avaliaram que um apoio formal à candidatura do PL poderia comprometer acordos políticos em estados onde o partido mantém alianças distintas, inclusive com grupos próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em outras regiões, entretanto, lideranças estaduais seguem alinhadas ao campo bolsonarista, o que reforçou a opção pela neutralidade nacional.

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Outro fator considerado internamente é a disputa pela presidência do Senado em 2027. Integrantes da legenda entendem que manter uma posição independente pode ampliar a capacidade de diálogo de Tereza Cristina com diferentes bancadas, favorecendo futuras articulações políticas.

Impacto para a campanha

A decisão representa um revés para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava ampliar sua base de apoio e atrair o eleitorado ligado ao agronegócio, segmento no qual Tereza Cristina possui forte influência política. Sem o respaldo oficial do PP, a composição da chapa presidencial permanece indefinida.

Apesar da definição nacional, a neutralidade do Progressistas não impede que diretórios estaduais ou lideranças individuais manifestem apoio a candidatos diferentes durante a campanha, conforme as alianças construídas em cada unidade da federação.

Próximos passos

Com a decisão do PP, as negociações para a formação das chapas presidenciais seguem abertas. A expectativa é que novas conversas entre lideranças partidárias ocorram nas próximas semanas, período considerado decisivo para a consolidação das alianças que disputarão as eleições de outubro.

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