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Reviravolta: viúva de policial civil é presa após atirador revelar valor pago para tirar a vida do marido

Maria Francileide teria usado substância tóxica letal antes de pagar R$ 200 mil por conta de sociedade em gráfica

Maria Francileide Nunes, de 56 anos, viúva de policial civil, foi detida preventivamente em Guarulhos, na Grande São Paulo, suspeita de orquestrar o crime contra seu companheiro, Arnaldo José Nascimento. O agente de segurança faleceu aos 57 anos, atingido por disparos de arma de fogo em janeiro de 2025, dentro da gráfica pertencente ao casal, localizada em São Miguel Paulista. Inicialmente tratado pelas autoridades como um assalto, o caso mudou de rumo após o Grupo de Operações Especiais (GOE) apontar o envolvimento direto da mulher.

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A captura ocorreu após Ronaldo da Silva confessar às autoridades que foi contratado pela mandante, que ofereceu a quantia de R$ 200 mil para que ele tirasse a vida do agente. As apurações indicam que, antes de recorrer ao atirador, a suspeita tentou administrar uma substância tóxica letal ao companheiro, mas a investida não apresentou o resultado esperado. A motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a sociedade que ambos mantinham no estabelecimento comercial onde o fato aconteceu.

prisão de Maria Francileide e a confissão sobre a viúva de policial civil

Além de Ronaldo, que prestava serviços terceirizados na gráfica e permaneceu foragido por nove dias antes de ser capturado, a ação contou com a participação de Douglas Cabral de Oliveira, detido no mesmo dia do crime. Segundo os levantamentos policiais, Douglas foi convidado para um suposto roubo, desconhecendo que o objetivo final era que o comparsa tiraria a vida do proprietário do local. Câmeras de monitoramento registraram a dupla utilizando bexigas e pedaços de papelão na tentativa de ocultar suas identidades durante a ação.

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Durante o andamento do inquérito, os investigadores notaram inconsistências nos depoimentos da mulher, que também estava presente nas imagens do circuito de segurança. O delegado Antônio José Pereira, da 7ª Delegacia Seccional, destacou a postura da investigada ao analisar os registros visuais. “Ela disse que aquele rapaz que saiu na porta [Douglas] não estava no local do crime, que não era o que foi apresentado aqui [na delegacia]. Ela simplesmente alega que ele cobriu o rosto com papelão. Pelas imagens, em nenhum momento ele se escondeu”, declarou a autoridade policial.

investigação aponta contradições da viúva de policial civil em São Paulo

A situação da suspeita se agravou quando ela foi localizada pelos agentes dentro da residência de Ronaldo, portando uma arma que pertencia ao seu marido, a qual tentou sacar contra os policiais civis. O delegado Luiz Augusto Romani, integrante do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), reforçou que a mulher tentou despistar a equipe desde o início das diligências. “Ela mentiu para mim no dia dos fatos, falando que não conhecia [o suspeito]”, relatou o investigador. A mulher aguarda a realização da audiência de custódia para referendar sua prisão preventiva.

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