Política

Divisão igualitária para mulheres no Legislativo é defendida por Janja

Primeira-dama também explicou sua atuação no governo federal e prestou solidariedade a figuras da oposição contra a misoginia na política

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, manifestou apoio à divisão igualitária de vagas entre os gêneros na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Durante participação no programa Frente a Frente, promovido pelos veículos UOL e Folha de S.Paulo, ela sugeriu a criação de listas eleitorais separadas para garantir a paridade. O objetivo principal da proposta é ampliar a presença de mulheres no Legislativo brasileiro, substituindo o atual modelo de cotas por uma reserva fixa de metade das posições parlamentares.

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Ao detalhar sua visão sobre a representatividade feminina na política nacional, a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enfática sobre a necessidade de mudança no sistema eleitoral. “Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres”, disse Janja na entrevista. A declaração reforça o debate sobre a eficácia das regras vigentes, que determinam apenas um percentual mínimo de candidaturas e de repasse de recursos partidários, mas não garantem a eleição efetiva das candidatas.

Atuação de Janja no governo e transparência

Outro ponto abordado na sabatina foi o papel desempenhado pela primeira-dama na atual gestão federal, mesmo sem ocupar uma função pública formal. Questionada sobre o tema, ela argumentou que os dados sobre suas atividades já estão disponíveis por meio dos canais oficiais do Palácio do Planalto. Sobre a cobertura midiática de sua rotina, ela declarou: “Se a imprensa não quer saber, ou as pessoas não querem saber e não me procuram, aí não é responsabilidade minha. Eu não sei se um cargo é o fato. Não existe um cargo para o lugar que eu estou”.

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A pauta da entrevista também englobou os atritos políticos recentes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves com integrantes do próprio espectro conservador. Ao comentar a situação das adversárias políticas, Janja concordou que ambas são vítimas de misoginia e expressou apoio às duas figuras ligadas ao Partido Liberal e ao Republicanos. A atitude buscou separar as divergências partidárias das questões de gênero que afetam as parlamentares e figuras públicas no ambiente institucional.

Apoio a Michelle Bolsonaro e Damares Alves contra misoginia

Para fundamentar seu posicionamento sobre os ataques sofridos pelas representantes da direita, a primeira-dama ressaltou que o combate ao preconceito de gênero deve superar as barreiras ideológicas. “Eu presto total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela. A questão da violência contra a mulher e a misoginia não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista.” A manifestação encerrou o bloco de perguntas sobre a dinâmica de poder e o tratamento dispensado às mulheres no cenário político nacional.

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