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Marine Le Pen tem pena reduzida e poderá disputar presidência da França

Líder da extrema direita usará tornozeleira eletrônica e pagará multa por desvio de verbas do Parlamento Europeu

Um tribunal de apelações na França confirmou a condenação de Marine Le Pen por desvio de recursos, mas alterou a sentença para permitir sua participação nas eleições presidenciais de 2027. A decisão reduziu o tempo de inelegibilidade da líder da extrema direita para 45 meses, com 30 meses já cumpridos. Com isso, a política estará apta a assumir cargos públicos em 15 meses, viabilizando sua campanha para o Palácio do Eliseu.

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Apesar da liberação para o pleito, a corte determinou que a candidata cumpra medidas restritivas. A sentença estabelece o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de uma multa no valor de 100 mil euros. O tribunal também estipulou uma pena de três anos de prisão, mas dois anos foram suspensos e o período restante será cumprido em regime aberto, evitando o encarceramento da parlamentar.

Condenação de Marine Le Pen no Parlamento Europeu

O processo judicial teve início após um alerta feito em 2015 por Martin Schulz, então presidente do Parlamento Europeu. A acusação apontou que, entre 2004 e 2016, verbas destinadas a assistentes parlamentares da União Europeia foram redirecionadas para financiar o partido Frente Nacional. A investigação concluiu que os recursos pagaram funcionários da própria sigla, configurando um “sistema” de desvio institucional, embora sem registro de que o dinheiro tenha sido embolsado para uso pessoal.

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Em janeiro deste ano, ao recorrer da decisão inicial, a política falou sobre a expectativa para a revisão do processo. Naquela ocasião, ela declarou: “Espero conseguir convencer os juízes da minha inocência. É um novo tribunal com novos juízes. O caso será reiniciado, por assim dizer”. Ainda não houve um pronunciamento oficial sobre o novo veredito, mas ela já havia sugerido anteriormente que o monitoramento eletrônico poderia prejudicar sua candidatura.

Futuro político de Marine Le Pen nas eleições da França

A viabilidade da campanha dependerá de como a equipe lidará com as restrições impostas pela Justiça durante o período eleitoral. Caso a parlamentar decida não disputar a presidência devido ao uso do dispositivo de monitoramento ou outras questões jurídicas, o partido possui uma alternativa delineada. Jordan Bardella, atual presidente do Reagrupamento Nacional, é o principal nome cotado para substituí-la na corrida eleitoral do próximo ano.

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