Irã confirma falecimento de ministro da Inteligência após ataque de Israel
Masoud Pezeshkian lamentou o ocorrido nas redes sociais e citou outros oficiais atingidos na ação militar recente
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, oficializou nesta quarta-feira (18) o falecimento de Esmail Khatib, ministro da Inteligência do país, em decorrência de uma ofensiva realizada por Israel. Khatib, descrito como um clérigo e político de linha dura, possuía um histórico de atuação no gabinete do aiatolá Ali Khamenei, tendo sido orientado por ele antes de assumir a chefia do aparato de inteligência civil em agosto de 2021. A confirmação do óbito marca mais um episódio na escalada de tensões que envolvem as duas nações e os Estados Unidos na região.
Além do ministro, a operação vitimou outras figuras centrais da estrutura de segurança iraniana. Em uma publicação na plataforma X, Pezeshkian expressou pesar pelas perdas, mencionando também o chefe do conselho de segurança. O presidente declarou: “O assassinato covarde de nossos queridos colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns de seus familiares e equipe, nos deixou com o coração partido”. A mensagem ressalta o impacto significativo do ataque na cúpula governamental de Teerã.
Autorização para ofensivas contra lideranças
Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, informou que a ação contra Khatib foi executada na noite de terça-feira (17). Ele pontuou que os processos para atingir a liderança iraniana foram simplificados em coordenação com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Katz afirmou: “Autorizei as Forças de Defesa de Israel a neutralizar qualquer alto funcionário iraniano assim que surgir uma oportunidade operacional e de inteligência, sem necessidade de aprovações adicionais”. Essa diretriz aponta para uma estratégia de neutralização rápida de alvos de alto valor.
O contexto regional é de conflito aberto desde 28 de fevereiro, quando uma operação coordenada entre Estados Unidos e Israel resultou no falecimento do líder supremo Ali Khamenei em Teerã, além de outras autoridades do regime. Em retaliação, o Irã realizou investidas contra diversos países vizinhos, alegando mirar interesses norte-americanos e israelenses. Organizações de direitos humanos sediadas nos EUA relatam que mais de 1.200 civis faleceram no Irã desde o início das hostilidades, enquanto a Casa Branca registrou o falecimento de sete soldados americanos.
Sucessão e continuidade no comando iraniano
Com o vácuo deixado na liderança, um conselho iraniano elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo. Especialistas avaliam que essa escolha indica a manutenção das políticas de repressão e a ausência de mudanças estruturais imediatas. A decisão gerou reações internacionais, incluindo a de Donald Trump, que classificou a nomeação como um “grande erro”. O conflito também se estendeu ao Líbano, onde o Hezbollah iniciou ataques em resposta ao falecimento de Ali Khamenei, provocando contraofensivas aéreas de Israel.



