Trump promete novos ataques hoje: veja o que acontecerá com o irã
Presidente americano declara que forças iranianas foram dizimadas e confirma ofensiva militar contínua nesta sexta-feira
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social Truth Social na madrugada desta sexta-feira (13) para declarar que a ofensiva norte-americana está obtendo êxito total contra o país persa. Segundo a publicação do republicano, a operação está “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã, militarmente, economicamente e de outras formas”. O mandatário também contestou as análises veiculadas pelo jornal The New York Times, argumentando que a leitura do periódico levaria o público a concluir erroneamente que os norte-americanos não estariam em vantagem no conflito atual.
Em tom enfático, o chefe do Executivo dos EUA detalhou os danos que teriam sido infligidos às forças iranianas, alegando que a capacidade bélica do oponente foi neutralizada. Trump afirmou que “A Marinha do Irã acabou, a sua Força Aérea não existe mais, mísseis, drones e tudo o mais estão sendo dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra”. A declaração busca reforçar a narrativa de supremacia militar de Washington frente às tensões crescentes no Oriente Médio e consolidar o apoio à intervenção.
Ofensiva militar e promessa de novos ataques
Ao classificar o poderio militar norte-americano como “incomparável”, o presidente assegurou que o país dispõe de “munição ilimitada e tempo de sobra” para prosseguir com as operações. Trump adiantou que novas incursões ocorrerão ainda nesta sexta-feira, alertando para que o mundo acompanhe os desdobramentos: “Observem o que acontecerá hoje com esses canalhas alucinados”. Para justificar a ação, ele argumentou que o governo de Teerã “mata pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos” e expressou satisfação com a resposta militar, escrevendo “Que grande honra é fazer isso!”.
O cenário atual sucede semanas de escalada nas tensões bilaterais, período em que Trump já havia sinalizado a possibilidade de avançar militarmente. Anteriormente, ele mencionou que o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, avaliava que um conflito resultaria em uma “vitória fácil”. Durante o discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, o republicano lamentou não ter ouvido do Irã “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”, citando o desenvolvimento de mísseis que poderiam alcançar a Europa e bases no exterior.
Fracasso nas negociações diplomáticas
As ações militares ocorrem em paralelo a tentativas frustradas de diálogo diplomático entre as nações. Embora houvesse canais de comunicação abertos, não foi possível estabelecer um acordo que evitasse o confronto armado. Uma autoridade iraniana chegou a informar à agência Reuters que Teerã estaria disposta a realizar concessões, desde que Washington reconhecesse o direito do país ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendesse as sanções econômicas vigentes, condições que não foram aceitas pela administração norte-americana antes do início dos ataques.



